5ª Jornada Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão - JIEPE - Uberaba
Título: AVALIAÇÃO DO EFEITO DE INIBIDORES DE ATR E ATM EM LEISHMANIA MAJOR EXPOSTA À RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA
Autor: AMANDA DE MATOS BECERRA
Colaboradores: RAISSA BERNARDES DA SILVA
Orientador: ANDRE LUIZ PEDROSA
Apresentador: AMANDA DE MATOS BECERRA
Ordem de autoria: BECERRA, A.M; SILVA, R.B; PEDROSA, A.L
Resumo: INTRODUÇÃO: Os protozoários parasitos do gênero Leishmania são causadores de um grupo de doenças tropicais negligenciadas denominadas leishmanioses. Um dos processos importantes para a manutenção da integridade genômica de organismos, é o reparo por excisão de nucleotídeos (NER), que reconhece e lida com as mais diversas lesões ao DNA, principalmente aquelas causadas pela luz ultravioleta (UV) e por dano oxidativo derivado. Estes processos são altamente coordenados por proteínas centrais de vias de sinalização denominadas quinases relacionadas às fosfatidilinositol 3-quinases, dentre elas a ataxia-telangiectasia mutada (ATM) e ataxia-telangiectasia e Rad3 relacionada (ATR). Estas proteínas controlam, além dos processos de reparo de DNA, aqueles que estão envolvidos com o controle de ciclo e morte celular. OBJETIVOS: Avaliar o comportamento de formas promastigotas de L. major exposta à luz ultravioleta, com e sem a inibidores VE-821 e KU-55933. MÉTODOS,: Os parasitos foram tratados com ATRi e ATMi, expostos às doses de radiação ultravioleta e incubados por 24 horas. Em seguida foram contados com hemocitômetro com objetivo de se obter uma curva de sobrevivência. RESULTADOS: A exposição dos parasitos à radiação ultravioleta por si só, é capaz de causar uma grande diminuição no percentual de crescimento dos parasitos. Já a adição de ATMi e ATRi não alteram o perfil de suscetibilidade de formas promastigotas de L. major à radiação UV. CONCLUSÃO: Comprovamos com este estudo que as formas promastigotas de L. major se apresentam sensíveis à radiação UV. Os inibidores ATM e ATR parecem não ter afetado a sensibilidade dos parasitos quando expostos à radiação UV. Assim, os resultados sugerem que os efeitos da radiação UV não dependem somente das vias sinalizadas por ATM e ATR.